Guia prático
Qualidade, tamanho e o que escolher
Quatro presets, uma escolha de resolução. Este guia explica o que cada opção faz de verdade, para você não ficar testando no escuro.
| Preset | Use quando | Custo |
|---|---|---|
| Melhor qualidade | Vai editar depois, arquivar ou projetar em tela grande | Arquivo maior e conversão mais lenta |
| Equilibrada | Praticamente sempre — é o padrão | Boa imagem com tamanho razoável |
| Compacta | Enviar por e-mail, WhatsApp ou subir com internet ruim | Perda visível em cenas com muito movimento |
| Rápida | Precisa do arquivo agora e o tamanho não importa | Mesma qualidade aparente, arquivo maior |
O ajuste que realmente comanda: o CRF
Por trás dos quatro presets existe um único número, o CRF (fator de qualidade constante). Ele vai de 0 a 51 e funciona ao contrário da intuição: quanto menor o número, melhor a imagem e maior o arquivo.
- 18 a 20 — praticamente indistinguível do original a olho nu
- 23 — o padrão consagrado, ótimo equilíbrio
- 27 a 28 — economia clara, com artefatos aparecendo em cenas complexas
Existe uma regra prática bastante citada entre quem trabalha com H.264: cada 6 pontos a mais no CRF aproximadamente reduz o arquivo pela metade, e cada 6 pontos a menos aproximadamente dobra. É uma referência grosseira, não uma fórmula — o resultado real depende muito do conteúdo. Vale testar com o seu próprio vídeo antes de assumir qualquer número.
E o "preset" do codificador?
É outra coisa: ele controla quanto tempo o compressor pode pensar. veryfast termina antes e desperdiça bits; slow demora mais e aproveita melhor cada bit. A qualidade visual muda pouco — o que muda bastante é o tamanho final e o tempo de espera.
Resolução: reduza só quando fizer sentido
Diminuir a resolução é a forma mais brutal de encolher um arquivo, e também a mais irreversível. Uma vez que os pixels somem, não voltam.
- Manter original — a escolha certa em quase todos os casos
- 1080p — para material 4K que só vai ser visto em tela comum
- 720p — apresentações, anexos, cursos gravados
- 480p — quando o limite de tamanho é implacável
Aumentar a resolução não existe aqui, e nem deveria existir em lugar nenhum: esticar 720p para 1080p só cria um arquivo maior com a mesma imagem.
Por que dois vídeos iguais dão arquivos diferentes
Porque compressão não olha só duração e resolução — olha movimento e detalhe. Com o mesmo ajuste, um vídeo pode ficar várias vezes maior que outro:
- Uma entrevista com fundo parado comprime muito bem
- Uma tela de código com texto pequeno exige muitos bits para não borrar
- Grama, água, fogo, confete, chuva e granulação de filme são os grandes vilões
- 60 quadros por segundo custa bem mais que 30
Por isso não publicamos uma tabela de "tantos MB por minuto": qualquer número desses seria mentira em metade dos casos.
Áudio
A saída usa AAC, o padrão do MP4. Para fala, música de fundo e uso geral, o ajuste padrão dá conta com folga. Se o vídeo não precisa de som — uma captura de tela muda, um time-lapse — remover o áudio economiza espaço e evita ruído indesejado.
Três receitas rápidas
- Vídeo do celular para mandar no WhatsApp: Compacta + 720p
- Material que ainda vai ser editado: Melhor qualidade + manter original
- MKV baixado que só precisa tocar na TV: Equilibrada + manter original — provavelmente nem recodifica